Vejo a acidez das meias existências corroer sonhos e a angústia dessa incompletude findar qualquer traço de esperança que os raros momentos de leveza ousam esboçar. Guerreiros que lutam para dominar a arte de sobreviver, mas que, existindo pela metade, fatalmente não resistem ao vazio que nunca sucumbe; combatem sem saber que, a poucas palavras de distância, poderiam ser mais que vencedores...
Vejo a doçura do Amor, que se fez carne, ternamente alcançar os corações desiludidos e a surpresa saltar aos rostos dos que jamais haviam provado esse acalento. O impossível, paulatina e deliciosamente, torna-se real, preenchendo lacunas, restaurando desejos, trazendo vida em abundância...
Entre o ácido e o doce, entrega e disponibilidade.
Os rios de água viva, sim, fluirão...